CineKaramelo indica: Mary Poppins

O CineKaramelo deste mês está imperdível! Inspirada na personagem do livro Carmela Caramelo, nosso primeiro DESAFIO KaraMelada, escolhi a protagonista de um filme que também sabe levar a vida como ninguém.

Não faz ideia de quem seja? Vou te ajudar! Ela ensinou uma palavra para os momentos em que não se tem nada a dizer… “supercalifragilisticexpialidocious” (acreditem, escrever certo também não é nada fácil!).

A indicação do mês de março é…

MARY POPPINS (Mary Poppins – 1964)
CK_17
Mary Poppins” é personagem de oito livros escritos entre 1934 e 1988, pela australiana Pamela Lyndon Travers. A adaptação Disney toma elementos dos livros publicados até 1964 (Mary Poppins, Mary Poppins Comes Back, Mary Poppins in the Park, Mary Poppins Opens the Door e Mary Poppins from A to Z), unindo vários personagens secundários na figura única do limpador de chaminés Bert, eterno apaixonado da babá. Mesmo assim, há a fusão de trechos de diferentes livros, combinados com os cenários para os números musicais.

O diretor Robert Stevenson recebeu sua primeira e única indicação ao Oscar por “Mary Poppins”, mas não se tratava de nenhum novato, já tendo trabalhado com nomes como Orson Welles e Alfred Hitchcock. Ele demostra talento e segurança na condução desta história mágica, que combina sentimentos verdadeiros com a fantasia dos desenhos animados, reunidos com perfeição impressionante. Mas, talvez, seu maior mérito tenha sido revelar ao mundo o talento da novata Julie Andrews, que estreou no cinema com este trabalho, dando o troco após terem lhe negado a condição de protagonista na versão cinematográfica de My Fair Lady (1964), papel que acabou ficando com Audrey Hepburn – apesar de Julie ter se consagrado na versão da Broadway.

Outra atuação que merece destaque é a de Dike Van Dyke, uma espécie de discípulo de Chaplin. Com seu sotaque, dancinhas e jeito brincalhão de ser, ele brilha como Bert, acompanhando Julie na incrível atuação, contribuindo para a sincronia perfeita entre os personagens. Ele também é responsável por interpretar o velho Sr. Dawes, presidente do banco onde George Banks trabalha.

Não podemos esquecer dos atores Karen Dotrice e Matthew Garber como Jane e Michael Banks, as duas crianças conseguiram fazer um ótimo trabalho. É interessante também observar a personagem de Glynis Johns, Winifred. A esposa de George Banks é uma feminista de carteirinha que luta pelo voto feminino, mas dentro de casa é mulher submissa sujeita aos mandos e desmandos do marido.

Os irmãos Richard e Robert Sherman compuseram canções maravilhosas que se tornaram autênticos clássicos da canção infantil. Todas as canções do filme se destacam pela alegria ou emoção proporcionadas ao público. Prova disso é a abertura que sobrevoa Londres ao som de um potpourri com a trilha quase completa ao invés de se optar por uma só canção. “Chim Chim Cher-ee”, “Supercalifragilisticexpialidocious”, palavra criada por Mary Poppins que entrou para o dicionário, “Spoonful of Sugar”, “Step in Time” e a favorita de Walt Disney, “Feed the Birds”, proporcionam uma seleção de músicas de imenso êxito. A trilha sonora se tornou uma das mais vendidas da história, dando um Grammy para Julie.

As coreografias de Marc Breaux e Dee Dee Wood e o figurino de Tony Walton que permite uma melhor movimentação em cena são espetaculares. Contudo, dentre os aspectos técnicos, o que mais chama a atenção são os efeitos especiais. Avançados para a época, eles ainda funcionam muito bem hoje, sem parecerem ultrapassados. As crianças e, até mesmo, os adultos não teriam dificuldade de se deixar enganar. Basta reparar nas cenas em que Mary Poppins plana com seu guarda-chuva, com cabo de papagaio, na sequência em que os atores contracenam com personagens animados e na arrumação do quarto das crianças.

Além do Oscar de melhor atriz, o filme levou para casa os prêmios de melhor edição, melhores efeitos visuais, melhor trilha sonora e melhor canção original por “Chim Chim Cher-ee”.

Cartaz:
CK_18
Sinopse:

Na Londres de 1910, George Banks (David Tomlinson) é o diretor mais jovem do Banco Fiduciário Fidelity. Entretanto, Banks não demonstra em casa o mesmo tato que tem para cuidar das cifras. Seus filhos, Jane e Michael (Karen Dotrice e Matthew Garber, respectivamente), são duas pestinhas que não conseguem manter uma babá por mais de duas semanas. Completam o inquieto lar a mãe, Winifred (Glynis Johns), ativista do voto feminino com pouco tempo para os filhos, e as empregadas, Ellen e Sra. Brill (Hermione Baddeley e Reta Shaw).

A última das babás acaba de deixar a casa, quando os garotos fogem atrás de uma pipa descontrolada. Decidindo não mais perder o controle da situação, o pai das crianças resolve ele mesmo contratar uma nova ama. Eis que o vento muda de direção e surge Mary Poppins (Julie Andrews).

De forma desconcertante, Mary Poppins aparece e acaba sendo contratada para o posto. A partir daí, sua missão é aproximar o pai distante que só se preocupa com o trabalho e assuntos “sérios” e os filhos que fazem traquinagens para chamar sua atenção. Com brincadeiras divertidas, muita imaginação e, é claro, alguns truques, e sempre contando com a ajuda do limpador de chaminé de múltiplos talentos, Bert (Dick Van Dyke), Poppins consegue dar outras cores aos moradores do número 17 da Rua das Cerejeiras.

O filme foi distribuído pela Buena Vista e tem duração de 139 minutos.

Trailer:

Esta é uma produção que agrada a todas as idades e, além de divertir, guarda alguns ensinamentos morais para a criançada. Aqui, a importância da família é, sem dúvida, a maior lição. Os pequenos gestos ao lado daqueles que se ama são valorizados sobre o mundo material e características como generosidade e bom-humor são destacadas.

Julie Andrews consegue criar uma personagem tão fantástica quanto encantadora, que combina elementos de uma figura doce e enérgica. E, acima de tudo, por nos fazer acreditar que, de posse do seu guarda-chuva, ela permanece atenta, pronta para aterrissar em qualquer casa em apuros. Pois, independentemente do drama que esteja sendo enfrentado, com uma pequena colher de açúcar tudo fica mais doce. Tanto na fantasia quanto na vida real!

Mary Poppins”, assim como outros grandes musicais do cinema, é um filme que triunfa pela beleza. E uma coisa bela, já disse o poeta John Keats, é um prazer eterno.

Super recomendamos para todas as idades! Dá vontade também em ler os livros! Pois é… minha lista está crescendo! 🙂

Por hoje ficamos por aqui. Até o nosso próximo CineKaramelo!


VOCÊ SABIA?

A história por trás do filme “Mary Poppins” é tão interessante que chegou a ganhar seu próprio filme, Walt nos Bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks2013). Em 1961, ano em que Walt Disney enfim adquiriu os direitos sobre o romance de P. L. Travers, o grande animador estava há nada menos que 23 anos tentando convencê-la.

A teimosia da autora vinha do seu ceticismo em relação ao cinema – para ela, nenhum filme conseguiria fazer jus às suas criações literárias. Tanto pior, então, que quem estivesse tentando filmá-las fosse um estúdio americano, conhecido não por filmes, mas por desenhos animados, um gênero por definição infantil, pelo menos à época. Mas Disney, com insistência e tato, mais a promessa de grandes lucros, finalmente quebrou a resistência da australiana.

A produção foi outra novela. Devido ao grande número de efeitos especiais, os preparativos para as filmagens levaram cerca de dois anos. A estrela do filme, Julie Andrews, que vinha de uma ascensão fulminante na Broadway, com My Fair Lady – do qual foi tirada quando a peça virou filme, sendo substituída por Audrey Hepburn, que não sabia cantar – estava grávida quando recebeu a proposta, e Disney teve de esperar ela ter o bebê para poder filmar.

As canções da obra, escritas por Richard e Robert Sherman, foram vistas com desconfiança por Travers que queria canções populares inglesas na trilha. Disney, porém, bancou essas apostas – e venceu.

Em uma certa passagem da trama, Disney afirma para Travers que deseja levar às telas a história “dessa babá que chega voando num guarda-chuva para salvar duas crianças”. Ao ouvir isso, a escritora revida: “se é isso que você pensa sobre meu livro, então você não entendeu nada”. Não são os pequenos Jane e Michael que precisam de ajuda. Pelo contrário, são seus pais, o Senhor e a Senhora Banks que estão em perigo. E os sinais são evidentes.

Para P. L. Travers, o uso de animação e a maneira ‘infantil’ como, a seu ver, Disney recriou a babá foram imperdoáveis. Para uma versão teatral do romance, a ser montada na década de 90, a australiana condicionou sua aprovação à exigência de que nenhum dos nomes envolvidos no filme de 1964 participasse da produção.

Anúncios

Um comentário sobre “CineKaramelo indica: Mary Poppins

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s