CineKaramelo indica: Jeca Tatu

O CineKaramelo deste mês é para os avós matarem saudade de um dos melhores comediantes brasileiros!

Já que o livro do mês é Caçadas de Pedrinho, nosso terceiro DESAFIO KaraMelada, escolhi um filme brasileiro baseado em um dos personagens de Monteiro Lobato.

A indicação do mês de maio é…

JECA TATU (1959)
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Esse filme é baseado no personagem Jeca Tatu de Monteiro Lobato, mais especificamente no texto de propaganda do ‘Almanaque Fontoura’ com Jeca Tatuzinho cujos direitos pertencentes na época era do Instituto de Medicamentos Fontoura S/A e que foram cedidos para o filme. Lobato criou o almanaque que era distribuído gratuitamente em farmácias e continha noções de higiene e saneamento, historinhas e atividades recreativas para crianças e, é claro, publicidade a favor do medicamento Biotônico Fontoura (Acreditem! Já tive que tomar muitoooo!!!).

“Jeca Tatu” foi escrito e dirigido por Milton Amaral e estrelado por Mazzaropi. Fizeram parte do elenco os atores Geny Prado, Roberto Duval, Nicolau Guzzardi (popularmente conhecido na época como Totó), Nena Viana, a atriz revelação Marlene França e um dos grandes galãs brasileiros, Francisco di Franco.

Durante o filme são apresentados algumas canções de compositores brasileiros interpretadas por grandes nomes da época. “Ave Maria”, de Vicente Paiva e J. Redondo, cantada por Lana Bittencurt; “Tempo para Amar”, de Fred Jorge e Mário Genari Filho, com os irmãos Tony Campello e Cely Campello; “Estrada do Sol”, de Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, com Agnaldo Rayol; “Fogo no rancho”, de Elpídio dos Santos e Anacleto Rosa, e “Pra mim o azar é festa”, de João Izidoro Pereira e Ado Benatti, ambos cantados por Mazzaropi.

As filmagens foram em Pindamonhangaba na fazenda “Sapucaia” e “Coruputuba”.

Cartaz:
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Sinopse:

Jeca é um caipira preguiçoso e simplório que vive num sítio numa zona rural do interior de São Paulo com sua mulher (Geny Prado), filha adolescente e dois meninos pequenos. Devendo no armazém da cidade, ele aceita dar pedaços de sua terra para pagar as dívidas. Mas, ele não sabe que o dono repassa as terras para o latifundiário italiano Giovanni (Nicolau Guzzardi), que deseja expulsar Jeca dali e impedir o namoro do filho dele Marcos (Francisco de Franco), com a filha do matuto, Marina (Marlene França).

O capataz Vaca-Brava (Roberto Duval) também quer se casar com Marina e ao ser expulso por Jeca, inicia um plano para acirrar a rixa da família do matuto com a do italiano. Primeiro, Vaca-Brava rouba ovos e uma galinha do italiano e coloca tudo na casa de Jeca, que acaba preso durante 8 dias. Segundo, ele roupa um chapéu de Jeca e disfarçado, fere Marcos. Giovanni, enraivecido, pega um lampião e incendeia a casa simples de sapé do caipira.

O italiano fala que foi o responsável devido ao acontecido com Marcos. Jeca faz um discurso dizendo que é um ato desumano queimar um teto que uma família demora a vida toda para construir. No dia seguinte Jeca com sua família pega a estrada em seu carro de boi. A população da cidade o para no caminho e ele diz que vai embora para Brasília ajudar na construção da nova capita brasileira. As pessoas dizem para que ele fique e que vão ajuda-lo.

Com o auxílio dos amigos, Jeca vai para São Paulo procurar o Doutor Felisberto, rico candidato a deputado, com uma lista de 2.000 votos para ele, caso lhe conceda ajuda. Jeca se atemoriza com os novos costumes da cidade grande, mas cumpre sua função em troca de umas “terrinhas”. Com o auxílio a Jeca, o político demagogicamente é introduzido no meio rural com os gritos de ‘já ganhou’. Satisfeito, Jeca observa a construção de sua nova casa.

Vaca-Brava provoca novo incêndio, desta vez no paiol do italiano, mas Marcos o vê e o confronta no bar. Com a ajuda de Jeca, Vaca-Brava é detido e confessa todos os crimes, acabando preso. Giovanni e Jeca fazem as pazes. E Jeca, finalmente, prospera, perde o ‘marelão’ e embeleza sua propriedade para a felicidade da esposa, filha e genro.

O filme foi distribuído pela PAM Filmes e tem duração de 95 minutos.

Trailer:

É muito bom poder assistir com as crianças um filme nacional, de época, em preto e branco e com um dos grandes comediantes brasileiros que sempre acreditou no cinema nacional e que construiu a história do cinema no Brasil. Um ator que sempre manteve cheio os cinemas e que acreditava que cinema é diversão, por isso, fazia cinema apenas para divertir o público.

Legal, não é? Então… se você quer saber mais sobre a história de Mazzaropi e dos 32 filmes que ele produziu e atuou é só clicar no link do Museu Mazzaropi. Você não irá se arrepender!

Realmente… é uma comédia musical de época que vale a pena assistir com a família!

Por hoje ficamos por aqui. Até o nosso próximo CineKaramelo!

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