Quindim

Nossa Delícias KaraMelada do mês está um dengo!

Pois é… baseado no terceiro livro do nosso DESAFIO: Caçadas de Pedrinho, escolhemos uma receita para homenagear o personagem que apareceu nesse Livro para Pensar.

Esse doce bemmm brasileiro é para o querido rinoceronte Quindim! Já descobriu qual é o doce?

Então… vamos lá anotar a receita!

VOCÊ VAI PRECISAR DE
• 100g de coco ralado
• 200 ml de leite de coco
• 30g de manteiga derretida em temperatura ambiente
• 1 colher (chá) de extrato ou essência de baunilha
• 1 ¼ de xícara de açúcar refinado (225g)
• 10 gemas peneiradas

COMO FAZER
Hidrate o coco no leite de coco por 15 minutos (se utilizar coco fresco não é necessário hidratar). Enquanto isso, disponha as gemas sobre uma peneira e deixe escorrer lentamente sem pressionar com uma colher ou outro utensílio (pode demorar um pouco, mas isso garante que seu quindim não fique com cheiro e gosto de ovo). Junte ao coco hidratado a manteiga derretida, a baunilha e o açúcar e misture bem com uma espátula ou fouet (batedor de arame). Por último adicione as gemas e misture delicadamente (depois de colocar as gemas não bata a mistura, isso clareia a massa e muda a estrutura do quindim).

Disponha a mistura em uma forma untada com manteiga e polvilhada com açúcar refinado e leve para assar em banho-maria por cerca de 60 minutos a 180 °C (o forno deve estar baixo, mas a água do banho-maria quente). O quindim estará pronto quando ganhar consistência ou quando espetando com um palito ele sair limpo. Como o tempo de forno pode variar muito, é bom dar uma olhada aos 30 minutos e depois a cada 15 minutos. Caso use formas pequenas, para desenformar, é só apertar as laterais para que o ar entre e o quindim descole do fundo.
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Um pouquinho de história…

O quindim é um doce feito preferencialmente só com gemas, manteiga e coco ralado. Esse doce é uma adaptação de um doce português conhecido por “Brisa-do-Lis”, originário da região de Leiria. A receita original foi trazida pelas senhoras portuguesas que o faziam com amêndoas, mas… não havia amêndoas na terra nova!

Então… as escravas que trabalhavam nas cozinhas do nordeste do Brasil trataram de substituir as amêndoas pelo coco. As senhoras amaram e logo deram ao doce o status de ‘doces conventuais’, ou seja, doces feitos nos conventos de Portugal.

Desde séculos atrás, quando as freiras utilizavam-se das claras dos ovos para engomar seus trajes. Assim, as gemas dos ovos acabavam sobrando e precisavam ser usadas. A fim de evitar o desperdício, esses doces deliciosos surgiram nos conventos.

O nome quindim veio de um dialeto africano (já que naquela época eram as negras escravas quem cozinhavam). Elas deram ao doce o nome que significa ‘dengo’ ou ‘encanto’, pois ele é molinho, cremoso e delicado, apesar de muito doce.

Sendo assim, o nosso querido quindim tem base portuguesa, nome africano, mas é bemmm brasileiro!

Uma receita que com certeza a Tia Nastácia, uma quituteira de mão cheia, fazia com esmero! Delíciaaaa! 😉

Gostaram? Então fique de olho no próximo livro do nosso DESAFIO que irá virar uma Delícia KaraMelada!

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2 comentários sobre “Quindim

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